A globalização, a nova era em que vivemos, é feminina.
Para deixar mais claro, vejamos um exemplo banal. Pensemos nos hábitos de se vestir de homens e mulheres. Um homem não vê nenhum problema em ir a uma festa de smoking, ou seja, vestido da mesma forma que todos os outros homens. Já uma mulher pode ter um ataque de desconforto se descobrir que seu vestido exclusivo, não é tão exclusivo, por estar enfeitando mais alguém. O homem se dá bem em grupo, gosta de time, de torcida, de roda de Chopp; uma mulher tenderá para a exclusividade, o singular, o detalhe. Essas características tão comuns no cotidiano reaparecem nas alterações atuais do laço social.
A globalização é feminina. Isso dá certo savoir faire mais confortável às mulheres, mais só certo, não uma garantia. É a era das diferenças, das singularidades, da diversidade, da criatividade, da falta de hierarquias, da razão afetiva.
Jorge Forbes
Trechos do artigo "A Globalização é Feminina" de Jorge Forbes disponível no site.
Texto publicado originalmente na newsletter Tocando o Futuro, da beatt.