Uma das grandes questões de TerraDois hoje e que “mobiliza os mais antenados”, como coloca Jorge Forbes, diz respeito ao “efeito da inteligência artificial sobre a subjetividade humana e como exercitar a complementariedade homem-tecnologia”, que mudará tudo em termos de interface com o trabalho de agora em diante.
Nessa última semana ocorreram dois eventos com o objetivo de debater a inteligência artificial e seus impactos. Em Goiania, acompanhamos o lançamento do projeto " IAí – Um Olhar para a Inteligência Artificial" , promovido pelo Grupo Jaime Câmara (TVGlobo), com curadoria do psicanalista e cofundador da beatt, Jorge Forbes. E no Rio Innovation Week , o executivo de tecnologia e também cofundador da beatt, Silvio Genesini, participou do painel " Como as grandes corporações estão adotando a IA?".
“O Brasil ama a mudança muito mais que a Europa. Gosta mais da mudança, da evolução, do que manter a tradição. Então, o Brasil pode ser um polo com debates cruciais sobre a inteligência artificial” , destacou Forbes .
Algumas pautas introduzidas nos eventos:
Os seres humanos serão substituídos em algumas tarefas...“A inteligência artificial será melhor que a humana em tudo. Ela vai substituir o ser humano em muitas áreas que possam ser traduzidas em códigos, como um dermatologista, um radiologista, que fazem as análises dos dados de exames, por exemplo..." (Jorge Forbes)Ela será uma ferramenta para resolver os problemas complexos mais rápido e efetivamente, o que gera uma vantagem competitiva. ...mas seguirão insubstituíveis em outras."Tem uma série de atividades humanas que não serão substituídas. A coragem, o entusiasmo, o medo, que estão envolvidas em muitas ações, não podem ser copiados pela inteligência artificial”, defendeu Forbes, que se encaixa no grupo dos transumanistas. (Jorge Forbes)Tudo que não é parametrizável a máquina não fará melhor que os humanos. As profissões que exigem habilidades que complementem Inteligência Artificial serão também um diferencial competitivo. É preciso repensar a educação urgentemente em todas as esferas"Diante da eminência da extinção de alguns empregos, o psicanalista destacou ainda que, para enfrentar essa transformação, é necessário que se invista em educação voltara para a tecnologia." ( G1 )"Se anuncia uma crise social devido ao analfabetismo digital, que acentua a desigualdade. Situações mencionadas pelo psicanalista, que fala da necessidade de projetos educacionais que considerem os novos recursos, como a IA. E critica: "Nos últimos 400 anos, a educação passou do quadro preto para o branco" Segue um modelo que não corresponde ao que veio desde a revolução causada pela internet." ( O Popular ) A ciência não se justifica pelo discurso da ciência"O psicanalista observou que as invenções tecnológicas são científicas, mas que o uso delas não é, ao falar da necessidade de trabalhar em interfaces com a inteligência artificial generativa, a IA, como o ChatGPT, que surgiu há quase um ano. Acrescentou que o que "se constrói no discurso científico, se autoriza no discurso político". ( O Popular ) Um desafio gera entusiasmo"(Estamos em) época única, em que se tem a chance de operar verdadeiramente sobre o destino da civilização, época da inadequação, do desbussolamento, o que favorece a criatividade, o risco, a flexibilidade" (Jorge Forbes - O Popular )
Estamos ainda no início da revolução da Inteligência Artificial, é o momento para debatermos como vamos habitar essa TerraDois.
Texto publicado originalmente na newsletter Tocando o Futuro, da beatt.